domingo, 5 de outubro de 2008

Uma reflexão à parte!

Olá a todos!!!!

[ouvindo Nando Reis, Por Onde Andei]

Bom, nessa pequena postagem vou tentar refletir um pouco do que tenho aprendido nessa experiência. Nada muito profundo, pois não vem ao caso num meio tão público, mas também nada tão supérfluo que não valha a pena ser lido.
A vida em Valladolid (entende-se com isso todos os intercâmbios de estudantes) não é só estudar, fazer festa (e como!), conhecer gente nova, sentir saudades do seu país, da sua família, dos amigos... Não é só conhecer novos lugares e fazer várias fotos, comer comidas diferentes, dormir no meio da tarde ou aprender a cultura de um povo.
Um intercâmbio é para mim, ao menos até o momento, uma forma um tanto dolorosa mas também gratificante de conhecer a si mesmo. Isso sem dúvida é algo maravilhoso, seja doloroso ou não, pois é conhecendo a si mesmo que damos mais valor à nossa vida e as dos outros.
Com base na convivência minha com "pessoas diferentes", como uma alemã e uma belga, posso dizer que é estressante! Se já é meio complicado às vezes conviver com nossa família ou com pessoas do mesmo país/região, imagine com pessoas de outros países com uma cultura totalmente diferente! Confesso que às vezes tenho vontade de mandar tudo e todos bem praquele lugar (lembram do videozinho do youtube? Bom, abafa). Mas não é assim.
Aprende-se a ter paciência e valorizar pessoas que estavam ao teu lado e tu não te dava conta. Aprende-se que nem sempre as coisas que tu faz são corretas, mas também não são erradas. Ou seja, tudo é "culpa" da tal cultura, da tal criação. Acabamos encontrando motivos para fins que consideramos absurdos e nos damos conta que somos felizes e não sabemos.
Então, como sempre digo, não sou melhor que ninguém, mas também não sou pior. Sou apenas diferente. Assim como cada um o é! E essa simples conclusão é motivo de agradecimento, à Deus ou à natureza, pelo fato de que ninguém é igual! Se assim fosse, o mundo não seria redondo e sim chato.
Bifurcando o assunto para uma outra vertente, não muito distante, concluo que as pessoas podem mudar. Oh! Que baita conclusão! Mas não, não podem mudar totalmente. Acredito que existe algo chamado essência, que não pode (nem deve!) ser mudada nunca. Essa essência é o que temos de melhor e pior, desde antes de nascermos, nos nossos genes, e também aquilo aprendemos na infância e com nossos pais ou educadores. Ou seja, às vezes esses traços essenciais são fortes demais, outras vezes não. Às vezes são muito vísives e às vezes quase imperceptíveis! Ah! Essa é a maravilha de tudo na vida ser relativo! Eu amo isso, de verdade!
Então, começo a ver que podemos amenizar os nossos traços essenciais que consideramos ruins para nosso convívio social ou nossa felicidade (entende-se também como auto-estima e amor-próprio) e realçar os traços bons que nos tornariam pessoas melhores. Isso é um trabalho duro, não é fácil não, mas é um dos meus objetivos nessa curta jornada chamada vida.
E tenho certeza que vou conseguir alcançar isso, não na sua perfeição, mas na medida correta para mim. Afinal, a perfeição não existe, o mundo tende sempre à desorganização (lembro que estudei isso em física mas não lembro o nome do "carinha" que inventou essa lei) - ainda bem - e a medida certa para mim não é a igual à medida certa pra ti. Ufa! Que bom!
Por último, quero deixar registrado que talvez essas minhas idéias já existam em alguma teoria da psicologia, em sua totalidade ou parcialmente, mas confesso que tudo isso saiu de dentro de mim. Aliás, é sempre bom que as coisas saiam de dentro de nós para que não explodamos. O meu jeito de externar é escrever.
Espero que tenham gostado. Eu curti.

[o dvd do Nando chegou até Relicário - "Eu não posso entender essa vida tão injusta, não vou fingir que já parou de doer mas um dia isso vai se acabar. Não consigo me convencer de que essa vida não foi injusta. Tanta falta me faz você, queria ver você lá em casa. Oh mãe! O amor que eu tenho por você é seu! Como é seu o meu aniversário. É uma índia com um colar, a tarde linda que não quer se pôr, dançam as ilhas sobre o mar, sua cartilha tem o A de que cor? O que está acontecendo? O mundo está ao contrário e ninguém reparou... O que está acontecendo? Eu estava em paz quando você chegou!(...)]



Um comentário:

Lívia França disse...

Guria...Morro de orgulho de tu! Eu mesma não sei se teria essa paciência toda não... Mas entendo sobre oq vc está falando. Pelo menos divido piso com meninas que foram criadas mais ou menos como eu... =)